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sábado, 10 de setembro de 2011

Roberta consegue enquanto Joni

O professor primário de Roberta Joan Anderson disse-lhe: «Tu gostas de pintar com pincéis e cores. Um dia gostarás de pintar com palavras.»
Doze anos depois, essas palavras revelaram-se proféticas. Roberta, agora Joni Mitchell, lançou o seu álbum de estreia e, através dele, ascendeu a um lugar cimeiro entre os poetas musicais.
Numa crítica recente a um concerto que deu em Detroit, foi comparada ao guru do género, Bob Dylan. A recensão foi ao ponto de colocá-los lado a lado no que diz respeito à «riqueza e profusão imagética… ultrapassando-o na precisão e direcção presentes nas suas letras».
Mitchell, que se apresentará domingo, pelas 20h30, no Salle Wilfrid-Pelletier of Place des Arts, nasceu a sete de Novembro de 1943, em McLeod, Alberta. Iniciou os seus estudos em Saskatoon, Sask, e começou a abraçar as artes ainda enquanto aluna do Alberta College of Art, em Calgary.
Pouco tempo após ter comprado um ukelele «apenas para passar o tempo», descobriu que podia ganhar algum dinheiro a cantar canções folk em cafés locais.

(Anónimo, Roberta makes it as Joni, in Montreal Gazette [Canadá], 28-06-1969 (tradução de Samuel Jerónimo). A publicação deste texto insere-se na política Fair use.)

domingo, 25 de abril de 2010

Joni Mitchell sobre Bob Dylan: «É um plagiador e o seu nome e voz são falsos»

Numa entrevista polémica, a artista canadiana também não tem problemas em deitar cá para fora as suas opiniões pouco positivas sobre Janis Joplin ou Madonna.

Joni Mitchell disparou em todas as direcções numa entrevista que deu ao LA Times esta semana. Em declarações sobre Bob Dylan que prometem gerar polémica, a cantora canadiana disse: «Somos como a noite o dia, eu e ele. O Bob não é minimamente autêntico. É um plagiador e o seu nome e voz são falsos. Tudo no Bob é uma decepção.»
Como se não bastasse, a artista que sofre de Morgellons, uma doença rara (segundo os médicos norte-americanos, é uma doença do foro psiquiátrico), resolveu ainda dizer que Janis Joplin dormia com «a banda inteira» e estava sempre a «cair de bêbeda» e que Madonna marcou a passagem para uma era em que os «Americanos decidiram ser estúpidos e fúteis». O elogio que sobrou foi direito a Jimi Hendrix: «Era um homem muito querido.»
Apesar de se sentir melhor neste momento, Mitchell falou sobre a sua rara doença de pele e assumiu que pode vir a desistir da música para tentar mudar as consciências e opiniões das pessoas sobre o síndrome de Morgellons. «É uma doença estranha e incurável que parece vir de outro planeta. Fibras de diferentes cores são expelidas pela minha pele como cogumelos depois de uma chuvada.»
«Na América, os médicos mandam-nos para um psiquiatra. Estou a tentar abandonar o negócio da música para tentar conseguir que as pessoas que sofrem de Morgellons recebam a credibilidade devida», concluiu a cantora.

(Mário Rui Vieira, Joni Mitchell sobre Bob Dylan: «É um plagiador e o seu nome e voz são falsos», in Blitz [Portugal], 23-04-2010. A publicação deste texto insere-se na política Fair use.)